Força interior

Dalila perguntou a Sansão: de onde vem sua força? Que mal pode derrubá-la?
Ele respondeu: nunca tive meus cabelos cortados porque fui entregue ao meu Deus desde o ventre de minha mãe.
Eis que Dalila o embriagou e lhe cortou os cabelos e entregou aos filisteus por mil e cem moedas.
Preso e enfraquecido, Sansão teve os olhos furados e feito escravo, foi amarrado a uma pedra de mó a qual devia girar.
Ao recuperar seus cabelos, pediu que fosse amarrado às colunas do palácio dos filisteus, e tendo recuperado a força que vinha de seus cabelos, empurrou as colunas colocando o palácio todo ao chão e matando todos os que estavam lá dentro, inclusive os lideres dos filisteus (Juízes, 16).

Nesta metáfora bíblica encontramos uma riqueza de elementos que descreve como funcionam as armadilhadas nos aprisionam entre as colunas do palácio da vida: uma coluna é a felicidade e sucesso, a outra é tristeza e fracasso. As figuras de Sansão e Dalila representam, portanto, o Ego e o Self.

Dalila interessada nas vantagens de viver à sombra de Sansão e, em sua busca por poder, vendeu-se por mil moedas e traiu seu amado denunciando a origem de sua força, embriagando-o e o entregando a prisão. Representa em nós o Ego, nossa identidade carnal, que busca poder pelo poder, busca status, se rende as vaidades humana, se esconde à sombra do verdadeiro poder que está em nossa essência. Teme que quando esse Eu Verdadeiro venha a se manifestar, o Ego desapareça ou perca sua identidade.

Sansão, por sua vez, representa nossa essência, o Self de Jung, o Ser Divino que habita nossa alma. Contém a força, a coragem, a razão motivadora da vida, a sabedoria. Enfrenta todas as lutas com postura de herói, de vencedor, não teme os riscos e conhece a força que tem. Se alegra, mas não se vangloria das Vitórias, pois reconhece sua verdadeira origem.

Os cabelos de Sansão representam a conexão com o Sagrado, com o Criador de Tudo o Que É. São antenas que captam a energia do Universo para acessar sua força infinita, como também a mente conectada ao Criador capta da Fonte de Tudo o poder, a sabedoria e o amor.

Cortar o cabelo, isso é, cortar a ligação com a Fonte Divina nos leva ao estado de cegueira e escravidão. Nesse estado só há perdas: o Self não manifesta sua força pois esta força vem do Alto. Ego não encontra proteção, pois este não pode existir sem o Self. Privados dessa Luz Divina, ficamos a mercê das manifestações terrenas, vivendo em ilusão e muitas vezes em sofrimento e angústia.

As manifestações do dia a dia, sejam regadas de sofrimento ou de sabedoria, funcionam como a pedra da mó que vai esmagando as amarras que nos prendem à ilusão da Matrix. Mesmo cegos em nossa consciência, aos poucos, e as vezes a custa de dor e sofrimento, nossa conexão com o Sagrado vai sendo restabelecida, como os cabelos que crescem lentamente, ainda que não o percebamos, e, no momento oportuno, alcançamos a força necessária para romper com os valores e crenças terrenas e ascender a um estado de espírito muito mais elevado.

Quando Sansão derrubou as colunas do templo, ele derrubou o apego à Matrix e ao Ego que nos aprisiona ao campo terreno, e ao matar milhares de filisteus ele estava eliminando as crenças limitantes, vícios e os comportamentos inadequados que impedem nosso crescimento.

Da mesma forma, não alcançamos uma ascensão a um estágio mais elevado, sem nos desfazermos das colunas da procrastinação, do comodismo, da vaidade, tão pouco sem nos desprendermos totalmente das crenças que limitam nossos comportamentos e nos mantém presos nos padrões da Matrix.

Para refletir:

De onde vem sua força interior?
Quais são as crenças que te limitam?
Que valores estão atrelados às colunas do palácio de sua vida?

Que a força do Criador cresça nos cabelos de sua alma e você derrube de as colunas do palácio do fracasso e encontre a vitória em sua vida.

Abraço no coração.

Salvar

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Vencendo a distância entre o ruim e o excelente

Todas as pessoas já passaram por momentos muito ruins e por momentos muito bons. Agora escolha um aspecto qualquer de usa vida: pessoal, profissional, financeiro, relacionamento, enfim, qualquer aspecto e em seguida se pergunte: nesse aspecto da minha vida, tudo parece estar muito ruim ou tudo perece estar excelente?

Se você respondeu que está excelente, parabéns! continue assim! Mas se respondeu que parece estar tudo ruim, então leia este artigo até o fim que eu lhe ensinarei algumas dicas que farão você perceber que a distância que te separa do estado de excelente pode ser muito menor do que você está acostumado a pensar.

A coisa toda começa por aqui: o mundo que nos rodeia é simplesmente uma percepção da nossa mente. Sim, isso mesmo! Vivemos aquilo que percebemos ao nosso redor. É como se nossos sentidos, por exemplo, os olhos, possuíssem óculos coloridos que determinam a cor do nosso mundo. Assim, quando olhamos para fora e vemos cores que não gostamos, precisamos trocar esses óculos. O mesmo vale para todos os sentidos.

Para aprofundar um pouco mais neste tema, precisamos compreender que a única forma de interagir com o mundo externo é através da nossa percepção, ou seja, captamos “coisas” do mundo externo e tudo o que está a nossa volta capta “coisas” que nós lhes transmitimos. Quando falamos algo, quem está perto nos ouve e nós captamos suas palavras, quando fazemos algo, sentimos o peso daquilo que movemos, a distância que caminhamos, o cansaço que dói em nossos corpos, portanto, percebemos o mundo que nos cerca.

Então, há que se perguntar: será que o mundo que nos cerca realmente existe de forma material ou será que não passa de uma ilusão das nossas percepções? e sendo assim, é o mundo que nos cerca que está falhando ou serão nossas percepções que estão distorcidas?

Nosso sistema nervoso possui um mecanismo que gerencia o ponto em que devemos direcionar a nossa atenção. Esse mecanismo, chamado sistema reticular ativador, tem gravado informações sobre o que é importante para nós e, quando essa informação é captada no mundo externo, um alerta é disparado para que nos atentemos para isso. Por exemplo, você não estava pensando no seu pé, pelo menos até agora, pois ao ler a palavra “pé”, imediatamente seu cérebro passou a percebê-lo. Outro exemplo para ficar mais claro: você decide ir ao shopping comprar uma camiseta, não importa quantas lojas você visite, você vai sempre ser despertado para as camisetas penduradas nas vitrines, pois seu cérebro direcionou sua atenção para isso.

O mesmo acontece naquele aspecto de sua vida que você avaliou como estando ruim: você gravou em seu sistema reticular os pontos que você considera ruins e é constantemente alertado quando esses pontos aparecem em sua vida, assim você tem a percepção de que está tudo ruim e já não consegue perceber que outros elementos, dentro desse mesmo aspecto de sua vida estão bem, pois sua mente nunca é alertada para eles.

Dessa forma, podemos concluir que a avaliação de um aspecto de nossa vida é sempre orientada pelo foco que está em nossa mente e que determina o que vamos perceber: as coisas ruins, se o foco são os pontos negativos, ou as coisas boas, se o foco está nos pontos positivos.

Sabido como funciona o nosso cérebro, você deve estar se perguntando: e daí? como eu mudo isso? o que eu ganho com isso?

Primeiramente é importante ter claro se você deseja substituir esse aspecto de sua vida ou simplesmente melhorá-lo. Digamos que você esteja num emprego ruim, você sempre terá duas opções: trocar de emprego (substituição do aspecto) ou melhorar seu emprego. O mesmo vale para um relacionamento: você pode trocar de marido ou esposa ou, pode melhorar a relação.

O que acontece se você decide fazer a substituição? vamos voltar ao exemplo dos óculos coloridos: você usa óculos com lentes vermelhas e vai a praia e percebe que o mar está avermelhado, então, fica insatisfeito com o que vê e decide passar seu fim de semana no campo, porém, continua usando óculos vermelhos e percebe que as árvores e as montanhas estão avermelhadas e continua insatisfeito. Ora, não é a praia nem o campo, mas são os óculos vermelhos que você usa que te fazem ficar insatisfeito com o que está vendo. Portanto, antes de trocar a praia pelo campo, experimente trocar os óculos, por azuis, verdes ou transparentes.

Colocar cores nos óculos é o mesmo que fazer julgamentos. Nossos julgamentos serão sempre limitados pela nossa percepção dos fatos. Não podemos ver todas as variáveis, somente aquelas que detectamos a partir de nossa própria perspectiva, ou seja, a partir de nossa experiência, de nossa história pessoal e de nossas crenças. Então, todo o julgamento é parcial e impregnado das nossas opiniões e sentimentos a cerca da forma como vemos o mundo.

Você sempre poderá julgar o mundo se assim o desejar, mas lembre-se que julgar é usar óculos coloridos para enxergar cores: as cores do mundo serão filtradas pelas lentes que você estiver usando, a menos que escolha usar lentes transparentes. E isso equivale a não fazer julgamentos: apenas aceitamos as cores como elas são.

Na vida prática, esses julgamentos são os pontos de foco que seu cérebro gravou na substância reticular ativadora e que chamam a atenção para elementos específicos. Em geral, usamos óculos mentais das cores mais nos incomodam, quero dizer, julgamos as coisas que nos incomodam e pouco agradecemos as coisas que amamos.

Então, se mudar da praia para o campo não é o ponto principal, podemos concluir que mudar nossa atitude mental é o que faz toda a diferença!

Se você está num trabalho não gosta, seja pelo salário ou pela ocupação, você somente percebe os pontos negativos desse trabalho e tem como resultado uma interação negativa com as pessoas que te cercam, com os afazeres da sua profissão e com o salário que recebe.

A primeira coisa a fazer é começar a focar nos pontos positivos do seu trabalho, relacionamento, saúde, enfim: o que as pessoas que me cercam me ensinam a cada dia? como meu trabalho contribui para essas pessoas, para os clientes, para a empresa e para a minha vida? como eu estou contribuindo para fazê-lo cada vez melhor? como eu estou usando o recurso financeiro que recebo pelo meu trabalho? como eu estou me preparando para fazer melhor aquilo que eu faço?

Aqui cabe um parênteses: você pode realmente acreditar que está na profissão errada, no relacionamento errado, com a saúde errada. Então, partindo do ponto em que você está se pergunte: se eu estivesse na profissão correta (aquela que eu sempre sonhei), se eu estivesse no relacionamento correto (com a pessoa ideal), se minha saúde estivesse perfeita, se meu salário fosse maravilhoso, como eu estaria agindo em relação a isso? qual seria meu empenho? o que eu estaria sentindo?

Ao começar a fazer essas perguntas, você estará removendo seus óculos coloridos, você estará desligando os julgamentos, pois ao invés de focar no que está ruim nesse aspecto de sua vida, você estará focando nas coisas boas que gostaria de estivessem acontecendo. Então, você terá a oportunidade de iniciar a mudança.

Veja que neste ponto reside o pulo do gato. Pensemos juntos: imagine o trabalho dos seus sonhos e como você se comportaria se já o tivesse alcançado. Agora transfira esse comportamento, sentimento, interesse e foco para seu trabalho atual e se pergunte que resultados você teria se se dedicasse da mesma forma, com o mesmo interesse e mesmo foco.

Em pouco tempo você começará a perceber os resultados. Por exemplo, se você está num trabalho que não gosta, mas começa a fazer tudo o faria se esse fosse o trabalho dos seus sonhos, você se tornará um profissional melhor e certamente começará a ser cobiçado por aquela empresa na qual gostaria tanto de trabalhar, você começará a gerar mais lucro para sua empresa e poderá ter a chance de negociar um salário melhor, se começar a tratar seu companheiro ou companheira como se este fosse a pessoa dos seus sonhos, esta pessoa que está ao seu lado começará a te tratar melhor ou simplesmente perceberá que talvez você não lhe seja a pessoa ideal e te deixará livre para encontrar outra pessoa, se começar a focar nos aspectos bons da sua saúde, em vez de queixar das suas dores, seu corpo entrará automaticamente no modo de cura e a doença desaparecerá.

É simples assim. Eu costumo dizer que é você mudar o seu espírito para a casa onde deseja morar. Não importa como é sua casa hoje, quando entrar no quarto, imagine o quarto da casa nova, quando entrar no banheiro, imagine o banheiro da casa nova e se sinta feliz com a casa nova, ainda que seja imaginária.

O mesmo vale para qualquer aspecto de sua vida. Não trabalhe pensando o quanto é ruim seu emprego, ou fazendo suas tarefas com má vontade porque “ah eu não aguento mais esse trabalho“. Pratique o comportamento que você terá quando conseguir um trabalho melhor. Pratique tratar seu companheiro ou companheira como trataria a pessoa ideal. Pratique agradecer a saúde que agradeceria se nunca tivesse adoecido. Então, a distância entre o muito ruim e o excelente desaparece e sua vida começa a se transformar.

Para refletir:

Qual a cor dos óculos que você tem usado para enxergar o mundo?
Qual o ritmo da música que você ouve em seu mundo?
Qual a sensação que seu mundo lhe causa?
Como você tem se preparado para a vida que sonha ter?
Você está praticando sua felicidade e seu sucesso todos os dias?

Não acredite em mim. Experimente por si mesmo e tire a prova!
Depois deixe um comentário contando como foi sua transformação.

Abraço no coração

A Saga do João de Barro

João de Barro construiu sua casa
com a lama que pegou à beira do rio.
De pedacinho em pedacinho sua casa construiu.
Eis que veio a chuva e a chuva sua casa levou.
Porém João de Barro por sua casa não chorou.
Retornou ao rio e mais lama buscou.
De pedacinho em pedacinho,
Sua casa reconstruiu.
Construiu sua casa com a lama do rio.

Muitas vezes iniciamos projetos em nossa vida e acabamos por deixá-los de lado sem chegarmos à sua conclusão. Deixamos pela metade, inacabados, às vezes mal começados. Às vezes coisas aparentemente simples, como manter a casa arrumada, perder uns quilinhos, ou praticar meditação todos os dias: começamos, as coisas vão bem por uma semana e de repente, desistimos. Às vezes, projetos grandiosos como passar no vestibular, ou no concurso para uma orquestra ou uma companhia de dança, conseguir aquele emprego bacana, montar um negócio próprio, aprender outro idioma, e por aí vai.

Não estou falando daqueles projetos que desistimos porque não eram a nossa cara. Aliás eu aconselho desistir de tudo o que não tenha realmente a ver com você e se concentrar nas coisas que você realmente quer e que realmente te interessam. Estou falando dos projetos que queremos realizar, sonhamos com eles todos os dias e todas as noites, mas não conseguimos levá-los até o fim.

Conheci centenas de pessoas que investiram tempo e dinheiro em cursos, professor particular, livros e acabaram sucumbindo diante dos fracassos e do pensamento repetitivo “eu não sirvo pra isso” ou pior “eu não tenho sorte“, como se sorte fosse determinante para ganhar a corrida pelo sucesso.

Gosto muito da metáfora do João de Barro, especialmente de seu comportamento: não importa quantas vezes sua casa for quebrada, ele sempre vai começar de novo e reconstruir a casa. Ele não fica se lamentando, se punindo, nem mesmo tentando encontrar um culpado por a casa ter caído, ele simplesmente começa de novo.

Desistir de realizar um sonho de vida é dizer para si mesmo “eu não mereço”. É colocar-se na posição de vítima da sociedade, vítima do preconceito, vítima do capital, vítima da violência, vítima da desigualdade, e não perceber que, em última instância, o indivíduo se tornou uma vítima da vítima que ele se tornou.

Não importa quanta capacidade tenhamos para realizar um projeto de vida, nem importa o tamanho do projeto, quando começamos a nos encontrar com as dificuldades naturais do caminho, nossa tendência é sempre procurar um outro culpado que não seja nós mesmos. Quando as dificuldades crescem, todas as desculpas mais esfarrapadas começam a surgir em nossa mente para justificar nossa desistência, antes que a derrota se torne visível para os outros.

Imagine um atleta que nunca perdeu nenhuma prova. Isso existe? Sim, basta que ele desista antes da corrida: não perde, mas também não ganha. Só gasta esforço para não chegar a lugar algum. Você conhece algum atleta que tenha ganhado medalha de ouro após ter desistido da corrida? Ou você já assistiu um show em que o cantor foi ovacionado sem ter subido ao palco? E quem sabe um médico cirurgião que tenha desistido quando não passou no vestibular para medicina?

Não importa em que fase do seu projeto você esteja, nem mesmo que desculpas você tenha para desistir, posso te garantir que a desistência não vai te causar uma sensação de sucesso, nem de alívio. Também afirmo que a sensação de derrota é um aviso do nosso subconsciente nos dizendo: “desistir é ruim, não faça isso de novo“, ao contrário da sensação de vitória, quando alcançamos o resultado desejado, é o sistema de recompensa do nosso cérebro nos faz sentir muito bem e nos diz: “vencer é bom! vença mais vezes“.

A PNL tem me ensinado duas coisas simples e extremamente poderosas sobre o sucesso e como atingi-lo: a primeira, foi que quando não estamos conseguindo o resultado esperado, precisamos fazer mudanças. Podemos mudar o método, o caminho, o dedicação, o foco, enfim, introduzir mudanças e com isso obter novos resultados. A segunda, é só nos darmos por vencidos quando alcançarmos o resultado desejado. Não tem essa de desistir no meio do caminho. Se seu projeto de vida é tão importante a ponto de tirar-lhe o sono, então, será que não vale a pena tentar de novo, e de novo, e de novo, a cada vez fazendo as mudanças necessárias para corrigir os resultados do processo e, assim, obter cada vez mais sucesso? E seu projeto é simplesinho, modesto, pequenino, então posso afirmar com certeza que você já tem as condições necessárias para realizá-lo.

Sempre falo para meus coachees que o que mais importa não é o tamanho do sonho, mas o tamanho da vontade de realizá-lo que fará toda a diferença no resultado final.

Então para sua reflexão:

“Qual é o tamanho da sua vontade de realizar seu projeto de vida? Quantas vezes você está disposto a correr essa corrida até que tenha sucesso? Você é capaz de assumir para si a Saga do João de Barro e nunca desistir?”

O meu grande sonho é ver todas as pessoas ao meu redor crescendo e alcançando seus objetivos. É vê-las realmente felizes e saber que para algumas dessas pessoas meu trabalho fez a diferença. É tornar-me um agente de transformação para a vida das pessoas que me cercam, ao mesmo tempo que, eu próprio, vou me transformando em um ser melhor. Por isso escolhi ser Coach e Terapeuta PNL. Deste projeto eu nunca vou desistir.

Abraço no coração.

Metáfora dos Noivos

Há alguns anos eu trabalhava numa empresa como desenvolvedor de sistemas de software e nossa empresa conseguiu um contrato para desenvolver um software gigante para uma prefeitura daqui do interior de São Paulo.

Como eu já tinha uma boa experiência em desenvolvimento de sistemas para gestão pública, pois já havia projetado sozinho um sistema inteiro para a prefeitura da minha cidade, fui escalado para coordenar esse novo projeto.

Mas eu não tinha experiência em trabalhos em equipes muito grandes, e principalmente, eu não tinha nenhuma experiência em gerenciar equipes.

Então, meu chefe me encaminhou para um treinamento em gestão de processos que, na ocasião, era oferecido pela IBM em São Paulo.

Lá tive a oportunidade de aprender diversas técnicas sobre a gestão de processos além de conceitos subjetivos, mas igualmente valiosos que me deram todas as condições para eu vencer o desafio que estava sendo colocado.

Num certo dia do treinamento, entramos num debate acalorado sobre distribuição de responsabilidades dentro de um projeto que envolvesse muitas pessoas.

Para acalmar a discussão, o instrutor da IBM nos interrompeu e nos contou uma história que vou compartilhar com vocês.

Havia um casal de noivos que estavam já prestes a se casar.

Resolveram que eles deveriam procurar um médico para obter informações sobre métodos anti-concepcionais, pois desejavam fazer um bom planejamento familiar.

Chegando ao médico, expuseram suas dúvidas e, então, o doutor se pôs a explicar cada um dos métodos contraceptivos, falando tecnicamente de suas vantagens e desvantagens.

Quando a explicação do especialista chegou ao fim, o noivo estava um pouco transtornado, pois foi uma explicação bastante complexa para ele.

Então, pediu ao médico que falasse mais sobre o uso da pílula e sobre sua eficiência.

Respondeu o médico:

_ Baseado nos meus trinta anos de experiência, posso afirmar que todas as mulheres que NÃO tomam a pílula anti-concepcional estão 100% sujeitas a engravidar, mas as mulheres que tomam a pílula corretamente seguindo TODAS as instruções do seu médico tem 99% de segurança de que NÃO vão engravidar.

Não satisfeito, o noivo voltou a indagar:

_ Doutor, e como fazemos para garantir o 1% que ficou faltando?

Pacientemente o médico respondeu:

_ Você usa camisinha e fica 100% protegido.

Então o noivo retrucou com certa aspereza:

_ Mas se EU usar camisinha, ELA nem precisa tomar a pílula.

O médico respondeu de forma amorosa:

_ Sim meu amigo, quando fazemos a NOSSA parte com responsabilidade e compromisso, não precisamos nos preocupar com a parte que é responsabilidade dos outros.

O projeto foi um sucesso e dez anos depois o software desenvolvido ainda continua sendo usado.

Para refletir:

O quanto VOCÊ está compromissado com a SUA parte no projeto que está construindo para sua vida?

Abraço no coração.

O Mapa Não é o Território

Já passei pela experiência de estar dirigindo com a ajuda de um GPS e, em determinado momento, a maquininha me ordenou que fizesse uma certa curva à esquerda que me colocou de frente com uma rua fechada, ou com a entrada de uma favela ou simplesmente uma mão contrária. Isso acontece porque os mapas internos do GPS não foram atualizados corretamente, portanto, ele sugere um certo caminho, mas no mundo real esse caminho simplesmente não existe.

Será que isso acontece fora do GPS também? Esse é o nosso tema de hoje.

Cada indivíduo carrega dentro de sua mente uma descrição do mundo. Melhor dizendo, uma descrição do seu próprio mundo. Essa descrição do mundo de cada pessoa é o resultado de três tipos de filtros que operam dentro da mente humana: a generalização, a omissão e a distorção.

Claro que o leitor pode estar pensando nesse momento que construímos nossa descrição de mundo a partir de nossa educação, nossa experiência e nossa observação, o que é muito lógico, mas não é tão simples assim.

Quando observamos o mundo ao nosso redor, cada informação que colhemos dele é sistematicamente filtrada pela nossa mente, comparada com as informações anteriores, estendida para informações futuras ou simplesmente modificada.

Quando entendemos um informação aprendida, como por exemplo: para cozinhar o arroz precisamos acender o fogo, colocar o arroz e acrescentar a água e o tempero, deixar ferver até secar e está pronto, então, passamos a pensar que qualquer coisa que formos cozinhar, provavelmente, poderá usar o mesmo processo: fogo, água, ingrediente, ferve até secar e acabou. O mesmo se aplica quando aprendemos a abrir uma torneira: abriu uma, abriu todas. Esse filtro mental chamamos de generalização: assumimos que o que é verdade para uma situação será verdade para todas as outras.

Porém, ao compararmos o ato de abrir uma torneira com o ato de cozinhar começamos a perceber que a simples generalização da informação apreendida não é capaz de resolver todos os problemas, já que não podemos cozinhar batatas seguindo o mesmo procedimento de cozinhar arroz, por mais que sejam, de certa forma, tarefas muito semelhantes. Então, precisamos adaptar o processo ou buscar instruções e novos aprendizados.

O que acontece quando buscamos esses novos aprendizados, como cozinhar as batatas? Pegamos o livro de receitas da vovó e começamos a procurar alguma que resolva a questão. De certo encontraremos ali receitas para muitos pratos diferentes, mas, de repente, nossos olhos só conseguem enxergar a palavra batata. Neste caso, nossa mente está se apoiando num tipo de filtro chamado omissão: ignoramos ou omitimos tudo que não tem a ver com batatas.

Por fim, se não encontrarmos uma solução no nosso livro de receitas, a nossa mente ativa um outro filtro chamado distorção: ela junta tudo o sabe a cerca de cozinhar alimentos e coisas ligadas ao tema e começa fazer experimentações mentais, ou suposições e combinações de ideias até que de repente descobre um novo jeito de preparar as batatas. É a criatividade em ação.

Esses três filtros operando dentro da mente faz com que cada indivíduo experimente a realidade uma forma muito particular e diferente dos demais indivíduos e, por isso, cada um acaba por criar um mapa de mundo exclusivo.

É aí que começam os problemas!

Temos a tendência de acreditar que todas as pessoas estão vendo o mundo exatamente da mesma forma, que se eu olhar para uma nuvem e enxergar a forma de um cavalo, todo mundo vai ver um cavalo. Chegamos mesmo a ficar irritados com o colega que olhou para as nuvens e viu um coelho. “Como é que você não está vendo um cavalo?”.

É a mãe que grita com a criança: “menino não está vendo a meia aí na sua frente”, o pai que vai aparar a grama e corta as mudinhas de hortelã, o chefe que olha o cliente e enxerga lucros contra o empregado que olha o mesmo cliente e enxerga problemas.

Uma pessoa começa a ter um sintoma no braço esquerdo, uma espécie de repuxos acompanhado de formigamento: o cardiologista dirá: “está tendo um infarte”, o reumatologia aposta numa inflamação muscular, o psiquiatra vai dizer que trata-se de um surto psicótico, o pai-de-santo fala que é um ataque de obsessores e a mãe da criança simplesmente diz “para de frescura meu filho”. E quem está correto?

É natural os pais acharem que estão ensinando alguma coisa para seus filhos, é natural que professores acreditem que estão ensinando alguma coisa para seus alunos e por vai… Na prática não ensinamos nada para ninguém. O processo é exatamente o inverso: nós é que aprendemos absorvendo tudo o que percebemos ao nosso redor e aplicando sobre essa percepção os filtros da mente: generalização, omissão e distorção e, então, criamos nosso mapa de mundo, único, exclusivo, sem nenhuma repetição mesmo entre todos os habitantes do planeta.

Costumo explicar para meus clientes, quando se colocam numa posição muito rígida em relação ao problema que estão tentando resolver, que existem sete bilhões de formas diferente de resolver a mesma questão e todas elas estão corretas!

Quem somos nós para afirmar que a visão de mundo de alguém esteja errada se essa é a única visão de mundo que esse alguém conhece? E nós nunca vamos enxergar o mundo por outro ponto de vista que não seja o nosso próprio. Podemos ouvi-lo, podemos fazer um exercício de mudança de nossa posição perceptiva, mas não podemos sentir o que o outro está sentindo, e se conseguirmos atingir esse ponto, a nova visão de mundo passará a ser a nossa verdade sobre o mundo e, mesmo assim, sofrerá a influência dos nossas mapas e filtros mentais.

Cada um, no seu momento mais apropriado, é que poderá perceber que sua visão de mundo, sua opinião, sua percepção talvez não seja mais adequada, talvez esteja limitando seu processo de agir, seus recursos para transformar sua vida, sua capacidade de lidar com seus desafios. Já escutei várias vezes frases do tipo “alguém tem que dizer pra ele que ele está errado”. Eu penso que se ele tivesse condições para perceber que está errado, não estaria mais agindo errado. Em segundo lugar, ele está errado sob o ponto de vista de quem exatamente?

Imagine uma orquestra. De repente o fagote começa a tocar com a afinação um pouco acima do resto da orquestra, mas não percebe que está desafinando, então duas coisas podem acontecer: ou o fagote abaixa sua afinação ou a orquestra eleva a afinação de todos os instrumentos, e qualquer forma o resultado final será a música mais afinada. Se aprendermos que cada um tem um mapa diferente, resultado da sua experiência de vida, também aprenderemos que essa riqueza de mapas e opniões não precisa ser causa de conflitos. Voltemos para a orquestra: se todos os músicos escutarem o que os seus colegas estão tocando e compreenderem que a afinação é relativa à sua percepção, então quem tem a melhor percepção é que deverá corrigir sua afinação para se enquadrar ao grupo e é assim que fazemos música.

Em PNL chamamos isso de flexibilidade.

Para mim é quase um ato de compaixão, é deixar o próprio ego de lado e escutar o outro. Eu não preciso concordar com o que ele diz, mas farei de tudo para que ele possa continuar dizendo. Ou, eu não vou concordar com sua opinião, mas agora eu sei qual é a sua opinião. Ou, “sabe que eu não tinha pensado dessa forma ainda? Me fale mais a respeito”. Fim do conflito.

A flexibilidade permite que nós adaptemos nosso mapa de mundo ao mapa do nosso semelhante para nos aproximarmos dele e como resultado primário o nosso mapa de mundo de expande. Estou quase dizerndo que ao ouvir o outro nos tornamos mais inteligentes, pois além de saber qual é a nossa visão primária da questão também passamos a ter a visão do outro como uma referência secundária e, porque não dizer, potencialmente correta do problema? E se eu é quem estou errado a respeito disso ou daquilo? meu mundo não se tornaria muito melhor fazendo esse pequeno ajuste no meu mapa?

É como literalmente ligar para a central de controle do GPS e informar que aquela rua que estava no mapa agora mudou de direção. As chances de eu errar o caminho no futuro serão muito reduzidas.

Para refletir:

O quanto meu mapa de mundo é capaz de descrever o mundo real?

O que eu posso fazer para tornar minha percepção da realidade mais próxima dos resultados que desejo ter em minha vida?

O quanto eu sou capaz de aceitar o mapa de mundo das pessoas que me cercam sem usar de qualquer julgamento que se baseie no meu próprio mapa?

Abraço no coração.

A Unidade Corpo-Mente

Uma criança começa a chorar desesperadamente por causa de um motivo qualquer que talvez só ela mesmo entenda. O avô, cheio da sabedoria acumulada em seus anos de vida, olha para a criança e num ato inesperado ordena para ela: “Olha o avião!”. A criança toma um susto, olha para cima a procura do tal avião e para de chorar como num passe de mágica. O que está acontecendo aqui? Vamos desvendar juntos.

A ciência Newtoniana que praticamos hoje baseada no método científico desenvolvido por René Descartes no século XVII nos propõem que o Universo seja como uma máquina, um reloginho sobre o qual, conhecendo-se cada uma de suas engrenagens pode se conhecer o seu funcionamento como um todo. Indo muito além, afirma que tudo pode ser descrito em termos de funções matemáticas, o que nos permite calcular com precisão o resultado de qualquer fenômeno no Universo. No entanto, o problema por trás do modelo de ciência que o Homem escolheu é que acabou por colocar tudo em caixinhas independentes, apesar de correlacionadas, nas quais cada estudioso se especializa em uma única caixinha, tendo por vezes completo desconhecimento do funcionamento da caixinha que está exatamente ao lado. É como um médico neurologista que é capaz de falar em detalhes como funciona o cérebro, órgão mais complexo do nosso sistema e talvez seja incapaz de reconhecer um ataque cardíaco (estou exagerando um pouquinho).

A ciência acostumou-se a perceber o corpo como simplesmente uma máquina, formada por centenas de máquinas menores – os órgãos, estas por sua vez formadas por bilhões de outras máquinas menores – as células, estas por sua vez formadas por trilhões de outras máquinas menores – os átomos. Mas o médico que consegue consertar um braço quebrado, muitas vezes, tem uma compreensão limitada de como os átomos, até recentemente entendidos como a matéria formadora de todas as coisas, realmente funcionam. E ainda pode-se afirmar, com grande chance de acerto, que um físico conhecedor profundo da “matéria que forma todas as coisas” não seja capaz de estancar a hemorragia de um simples corte no pezinho de sua filhinha.

Nos últimos anos se tornaram muito comuns os vídeos, livros e palestras abordando a ciência do sucesso, o segredo do sucesso, além de fórmulas mágicas para a cura e libertação de todas as enfermidades do corpo e da alma. Há que se ter certo cuidado com essa abordagem, uma vez que o sensacionalismo a cerca destes temas fez surgir uma indústria fértil e lucrativa, por outro lado, quando espantamos a poeira do sensacional e observamos um pouco mais da ciência e da espiritualidade imersas em algumas abordagens, percebemos o imenso potencial existente no duo inseparável corpo-mente.

Quando afirmo duo inseparável, não estou falando de corpo + mente. Na verdade estou falando de uma coisa única: corpo-mente: assim com Einstein, na sua Teoria Geral da Relatividade, percebeu que existe uma outra dimensão que não é nem espaço nem tempo, mas espaço-tempo: um elemento único, mente e corpo são um elemento único.

As novas abordagens da ciência, e destaco aqui a PNL, não veem a separação entre a mente e o corpo, onde começa um e onde termina o outro. É tudo uma coisa só.

A partir dessa nova visão, que não tem nada de novo, já que os orientais sempre trataram mente e corpo como uma unidade, um campo infinito de possibilidades se abre, tanto ao entendimento de fenômenos, antes descritos como milagres, quanto a possibilidade de novas realizações surpreendes em todos os campos da existência.

Podemos afirmar que tudo o que passa dentro dessa entidade a que chamamos de mente se reflete imediatamente em nosso corpo físico, bem como, qualquer coisa que atinja nosso corpo reflete em nosso estado interior. Assim, mudando a mente, mudamos nosso corpo, mudando nosso corpo alteramos nossa mente. Sábio aquele que aprende a usar ambos em equilíbrio e harmonia.

Isso é o que aconteceu com a criança que estava chorando. Ao levantar o olhar para cima, ocorreu uma mudança na fisiologia da criança. Diversos neurotransmissores foram acionados e sua mente estabeleceu um novo foco que a distanciou do problema original que lhe angustiava, interrompendo imediatamente o choro.

Esse mesmo efeito pode ser conscientemente usado no nosso dia-a-dia. Imagine que você esteja num desses dias que você diz para si mesmo: “eu nem devia ter levantado da cama hoje, está dando tudo errado! ”. Permita-se tentar a seguinte experiência: pare por alguns minutos e faça uma tarefa que te obrigue a levantar os olhos, como por exemplo, trocar uma lâmpada ou arrumar uns livros numa prateleira bem alta. Isso provocará uma imediata alteração na sua fisiologia, desencadeando um conjunto de neurotransmissores que irão alterar imediatamente seu estado físico e mental. Quando terminar a tarefa, mesmo que seja curtinha, durando uns três ou quatro minutos, você estará se sentindo outra pessoa. Costumo dizer aos meus clientes na PNL: “acordou num dia ruim, pegue uma vassoura e vá varrer o teto! ”. A simples imagem mental de varrer o teto reflete numa nova postura do corpo, demonstrando que uma alteração de estado já aconteceu.

A unidade corpo-mente funciona de forma recíproca. Será muito difícil encontrar um jogador de vôlei, por exemplo, entrando em estado de depressão e praticando seu esporte diariamente, porque ao concentrar seu olhar para o alto da rede, sua fisiologia favorece os neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem estar e de prazer como a serotonina e a dopamina. O bem estar gerado cria dentro da mente a crença de que o esporte lhe faz bem e, assim no dia seguinte, o indivíduo deseja muito voltar ao treino e realimentar o ciclo.

O contrário também é verdadeiro. Se você está num dia desagradável, sentindo-se mal, angustiado e buscar na memória uma lembrança de um momento especial em que estava se sentido muito bem, a mente provoca no corpo a liberação de neurotransmissores que começarão a estimular uma nova fisiologia, ou seja, surge uma vontade de agir, de fazer, de acontecer. É a mente convidando o corpo: “que tal repetir os passos daquele dia tão agradável e fazer com isso aconteça novamente?”.

Quando sua mente alcança esse novo estado é um bom momento para ancorar, fixar esse estado usando, por exemplo, uma música ou um movimento, ou auto toque, como por exemplo fechar os punhos e gritar (internamente ou mesmo em voz alta) “uhuhuh: vamos lá!”.

As âncoras são um excelente exemplo do como mente e corpo trabalham em unidade. Ouça uma música especial, como aquela que tocou na sua formatura, no seu casamento ou na sua primeira eucaristia, imediatamente você sente em seu corpo o mesmo arrepio, a mesma força, o mesmo entusiasmo e a vontade de realizar algo surge, o estado interior se modifica, a fisiologia se modifica.

É impossível terminar uma caminhada por um parque e se sentir deprimido logo em seguida. É impossível dançar a noite toda e chegar em casa de mau humor. É impossível cantar uma música ou tocar um instrumento e pensar em desgraça ao mesmo tempo, pelo contrário, quando pensamentos negativos rodeiam nossa mente, é então, o momento ideal para dar uma virada e fazer algo que estimule novos estados interiores.

Isso explica o sucesso das novas terapias baseadas no aumento da consciência corporal, como a dança circular, a musicoterapia, a arteterapia, a transpessoal e a própria PNL, que ao contrário do que pode parecer, quando falamos em linguística, estamos falando de todas as formas de comunicação entre corpo e mente, sendo a língua falada apenas uma pequena fração desse processo.

Comece a observar em sua rotina diária quais são os momentos que você se sente bem ou se sente mal. Preste atenção em que tipo de atividade você está fazendo quando se sente em estado de poder, alegre, vibrante, e que tipo de tarefas te deixam para baixo, desanimado e sem forças. A seguir faça a seguinte experiência, considerando claro as limitações das suas tarefas: escolha uma música que te deixe em estado de graça, e quando for fazer aquela tarefa enfadonha, ponha essa música para tocar e comece a criar uma associação entre essa música empolgante e a tarefa chata. Deixe sua mente acreditar que o presente por realizar o trabalho chato é poder ouvir sua música preferida e perceba como esse trabalho começará, aos poucos, a se tornar menos enfadonho. Se você atua num ambiente onde não seja possível colocar sua música preferida, tente colocar uma foto da sua formatura ou de alguém que você ama ou até mesmo do seu bichinho de estimação e ancore as boas sensações nessa imagem, assim, quando o trabalho começar a sugar suas energias, basta um rápido desvio do olhar para captar essa imagem e imediatamente se associar a um estado de espírito mais poderoso e feliz.

Deixo aqui minha reflexão da semana:

Sabendo que tudo que está ao nosso redor influencia nossa mente para estados de poder ou de desânimo, o quanto de sua atitude para com as pessoas que estão ao seu lado faz elas se sentirem poderosas ou fracas? Será que você é uma âncora para bons estados interiores em relação aos que te cercam?

Lembrem-se que mesmo o óleo mais escuro, quando acesso na lamparina, é capaz de gerar luz para todo o ambiente.

Abraço no coração.

A Arte de Poder

O ser humano é um complexo de excelências e capacidades infinitas reunidos em um único ser. Não há na natureza um só ser vivo que reúna tantos atributos de qualidade e de poder como o ser humano.

Já se deparou com situações que pareciam ser intransponíveis e, de repente, uma força interior inexplicável o ungiu de uma capacidade ilimitada, levando-o a superar seus limites de forma inacreditável?

Esse é o potencial do ser humano: ilimitado!

Mais do que anos e anos de evolução, o que torna o ser humano diferente do restante da criação é a sua capacidade de se conectar a um nível de consciência, aparentemente imponderável, que uns vão chamar de inspiração, outros de intuição, e que o leva a uma necessidade constante de evoluir, de melhorar, de superar seus limites, imaginando o inimaginável, possibilitando o impossível, construindo o abstrato e dando forma e conteúdo a sua própria existência.

Falando-se em abstrato, nós seres humanos somos os únicos seres capazes de fazer essas tais abstrações, que podemos chamar, em última análise, de imaginação.

Esse é o poder que nos diferencia do resto da criação.

E se…

Por traz dessa simples frase existe um infinito de possibilidades que permitiu ao homem realizar maravilhas em todas as áreas do conhecimento: e se pudéssemos conversar a distância, então surgiu o rádio, e se pudéssemos voar, e surgiu o avião, e se pudéssemos correr uma milha em menos de quatro minutos, e se pudéssemos ser campeões do mundo mais uma vez, e se pudéssemos passar no vestibular, se pudéssemos tocar melhor, fazer melhor, dançar melhor…

Enfim, por traz desse simples “e se…” a nossa imaginação cria uma infinidade de possibilidades que quando colocadas em cheque propiciam o desafio necessário que nos leva a realizar tantas e tantas maravilhas.

Encontrei na Programação Neurolinguística um arsenal de ferramentas capaz de abrir a mente para todas as possibilidades escondidas em “e se…”.

E se eu não tivesse esse medo de vencer? E se eu soubesse mais sobre esse ou aquele assunto? E se eu conseguisse perdoar fulano de tal? E se eu…

A superação dos medos, o autoconhecimento, o desenvolvimento de recursos interiores ilimitados, a estratégia adequada para cada situação. Tudo o que nos cerca pode ser descrito em termos de linguagem, seja ela visual, auditiva ou sinestésica e a PNL nos mostra como extrair o melhor dessa linguagem para obter excelência de resultados para todas as ideias que partiram, de certa forma, de um simples “e se…

Uns dos grandes segredos a ser compreendido é que se alguém pode imaginar, alguém pode construir, porque o nosso cérebro não reconhece a diferença entre o que se passa dentro da mente e o que se passa no mundo real.

Em seguida, se alguém pode fazer, eu também posso. Você também pode. Qualquer um que siga os mesmos passos, desenvolva os mesmos esforços, sejam eles físicos, intelectuais ou emocionais, deverá infalivelmente obter os mesmos resultados. Isso é o que chamamos em PNL de modelagem: repetir as estratégias de sucesso e obter o mesmo nível de sucesso.

Neste primeiro post, venho apresentar a PNL para você e convidá-lo a viajar comigo por este mundo fantástico de crescimento sem limites. Aqui apresentarei temas sobre a PNL, suas ferramentas e resultados, contarei histórias para reflexão, deixarei sugestões para melhorar seu desempenho, dicas para vencer barreiras, superar limites, também falarei um sobre espiritualidade, sobre física quântica, sobre cura interior e tudo que está ligado a arte de poder. E que seja infinito esse poder.

Por hoje, deixo a primeira reflexão:

Quem é você? Quais são os seus modelos de vida, isto é, quem te inspira?

Um abraço no coração.

Cláudio Araújo